Lucas Peralles, nutricionista e referência em nutrição esportiva no Tatuapé e regiões próximas, como Vila Carrão, Jardim Anália Franco e Vila Gomes Cardim, e fundador da clínica Kiseki, analisa que cuidar da saúde não precisa ser pesado, e poucos temas ilustram isso tão bem quanto a relação entre exercício físico e saúde mental. A ideia de que “se exercitar melhora o humor” já entrou no senso comum, mas a ciência vai muito além disso. Há décadas de pesquisa acumulando evidências sobre como e por que o movimento físico afeta o cérebro, o humor e a capacidade de lidar com estresse e quadros como depressão e ansiedade.
A contar disso, vê-se a necessidade de compreender a relação entre atividade física e saúde mental, sendo especialmente relevante num contexto em que os índices de depressão e ansiedade seguem em alta no Brasil e no mundo. Não se trata de substituir tratamento clínico por treino, mas de reconhecer o exercício como uma ferramenta com evidência real, que pode e deve fazer parte de uma abordagem integrada de saúde.
Este artigo apresenta o que essa literatura mostra, com honestidade sobre os limites do exercício e sem prometer o que ele não pode entregar sozinho. Confira até o fim se deseja saber mais!
O que acontece no cérebro quando você se exercita?
Durante o exercício físico, o organismo libera uma cascata de neurotransmissores e hormônios com efeitos diretos sobre o humor e o bem-estar: endorfinas, que reduzem a percepção de dor e geram sensação de euforia; serotonina, associada à regulação do humor e do sono; norepinefrina, que aumenta o estado de alerta e a energia; e dopamina, ligada à motivação e ao sistema de recompensa.
Lucas Peralles alude ainda que o exercício regular estimula a neurogênese no hipocampo, região cerebral relacionada à memória e à regulação emocional, e reduz marcadores inflamatórios associados à depressão. Esses mecanismos explicam por que o efeito do exercício sobre o humor não é apenas subjetivo: é neurobiológico e mensurável.
O que os estudos mostram sobre exercício e depressão?
As evidências científicas são substanciais. Exercícios aeróbicos e de resistência demonstraram eficácia na redução de sintomas depressivos, inclusive em indivíduos com diagnóstico clínico. A Organização Mundial da Saúde recomenda entre 150 e 300 minutos semanais de atividade física de intensidade moderada para obter benefícios sobre saúde mental, o equivalente a cerca de 30 a 40 minutos, três a cinco vezes por semana. Meta-análises de estudos realizados durante a pandemia de Covid-19 confirmaram que sessões nesse intervalo de tempo produziram melhoras significativas em ansiedade, depressão e qualidade de vida em diferentes faixas etárias e perfis de renda.

É fundamental, porém, ser claro: o exercício físico não substitui tratamento médico ou psicológico em quadros moderados a graves de depressão e ansiedade. Ele atua como coadjuvante poderoso e, em quadros leves, pode ser suficiente como parte de um conjunto de mudanças de estilo de vida. Segundo Lucas Peralles, a decisão sobre o papel do exercício no tratamento de cada pessoa deve sempre envolver profissionais de saúde qualificados.
Exercício excessivo também faz mal?
Sim, e esse é um dado que raramente aparece nas conversas sobre saúde. O overtraining, nome dado à prática de exercícios em volume e intensidade além da capacidade de recuperação do organismo, eleva cronicamente os níveis de cortisol, prejudica o sono, reduz a imunidade e pode gerar sintomas que se assemelham aos da depressão: fadiga persistente, queda de motivação, irritabilidade e dificuldade de concentração.
A saúde integral, princípio defendido por Lucas Peralles, criador do Método LP, sistema de reprogramação de autonomia aplicada à saúde, nutricionista esportivo formado pela Universidade São Camilo com pós-graduação em Bodybuilder e Nutrição Comportamental, inclui respeitar os limites do corpo e entender que descanso é parte do processo, não ausência dele.
Como começar de forma realista e consistente?
A melhor atividade física é aquela que a pessoa consegue manter. Começar com frequência baixa e intensidade moderada, escolher modalidades que gerem algum prazer e progredir de forma gradual é mais eficaz do que programas intensos abandonados em três semanas. A nutrição exerce papel fundamental nesse suporte: comer bem favorece a recuperação, mantém os níveis de energia e potencializa os efeitos do exercício sobre o humor.
Por fim, Lucas Peralles integra essas dimensões no acompanhamento dos seus pacientes, porque corpo e mente não funcionam em compartimentos separados. Acesse agora o site da Clínica Kiseki e dê o primeiro passo para transformar sua saúde: https://www.clinicakiseki.com.br/.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez